Justiça norueguesa condena Marius Borg Høiby, filho da princesa herdeira, a 4 anos de prisão por estupro

Publicado em 15/06/2026 por Rádio Nova FM

Brasil e Mundo

Fonte: LISE ASERUD/NTB/AFP


Em um julgamento de grande repercussão internacional, a Justiça da Noruega condenou nesta segunda-feira (15/06) Marius Borg Høiby, filho da princesa herdeira Mette-Marit, a quatro anos de prisão. O réu foi considerado culpado por dois estupros, além de crimes de maus-tratos, ameaças e infrações de trânsito.

Por motivos de saúde, Høiby não compareceu presencialmente ao tribunal para a leitura da sentença, acompanhando o veredito por videoconferência diretamente da penitenciária.

O Peso das Acusações e a Sentença

Ao todo, o filho da princesa herdeira enfrentava uma extensa lista de 40 acusações. Durante o processo, a defesa de Høiby pleiteou a absolvição nos casos de estupro, tentando focar na redução da pena para os demais delitos. Por outro lado, o Ministério Público pedia uma punição muito mais severa: sete anos e sete meses de reclusão.

O tribunal acabou por rejeitar parte das acusações por falta de comprovação, mas manteve a condenação firme nos crimes mais graves. Segundo a Corte, a sentença de quatro anos reflete com rigor a gravidade de cada conduta comprovada.

Resumo do Veredito:

  • Condenação: Dois crimes de estupro, maus-tratos, ameaças e infrações de trânsito.

  • Absolvição: Demais acusações que não foram integralmente comprovadas.

  • Pena fixada: 4 anos de prisão (MP pedia 7 anos e 7 meses).

Réu confessou parte dos crimes

Ao longo das audiências, Marius Borg Høiby chegou a assumir a culpa por uma parcela das acusações que pesavam contra ele. Entre os crimes admitidos pelo réu estavam:

  • Lesões corporais

  • Ameaças

  • Transporte de drogas

A imprensa norueguesa, que acompanha o caso de perto, destacou que o desfecho do julgamento seguiu estritamente os ritos legais do país, sem interferências ou privilégios institucionais, registrando o caso de forma puramente técnica e jurídica. A decisão ainda cabe recurso.