STF transmite ao vivo sessão decisiva sobre futuro de Alexandre de Moraes nesta terça-feira (15)

Publicado em 14/09/2026 por Rádio Nova FM

Brasil e Mundo

Fonte: Foto da Internet

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne nesta terça-feira (15/09), a partir das 10:00 horas, em uma sessão histórica que pode decidir se a Corte autoriza a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Esta será a primeira vez na história que o tribunal deliberará sobre a instauração de inquérito contra um de seus próprios membros. A transmissão ao vivo foi confirmada por publicação no site do STF no último sábado (12/09).

Transmissão e Cobertura

O sinal será liberado para emissoras de rádio e televisão que desejarem realizar a retransmissão. O público geral poderá acompanhar todas as discussões em tempo real por meio da TV Justiça, da Rádio Justiça e do canal oficial do Supremo no YouTube.

Crise Institucional e Contexto

A deliberação ocorre após a revelação de diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os documentos vieram a público depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo dos autos do caso Master. A divulgação gerou uma crise institucional na Suprema Corte, que incluiu a publicação de uma carta aberta assinada por ministros aposentados do STF em pressão pela realização de uma sessão pública.

Diante do cenário, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidiu restringir a pauta exclusiva da sessão de terça-feira ao caso de Moraes. A análise de uma eventual conduta irregular atribuída a André Mendonça foi adiada para o próximo dia 23 de setembro.

Tentativas de Adiantamento e Resistência

Nos bastidores, ministros aliados de Moraes tentaram articular o adiamento ou o cancelamento da sessão extraordinária. O grupo argumentava que o pedido de apuração protocolado por Moraes contra André Mendonça deveria ser julgado em conjunto na mesma data.

Aliados de Moraes sustentavam que Mendonça teria liberado dados de forma seletiva ao derrubar o sigilo do Banco Master e que o volume expressivo de material enviado tornava inviável a análise completa até esta terça-feira. Outro argumento levantado foi a proximidade com as eleições, com sugestões de que o debate fosse postergado para o período posterior a outubro para evitar o uso político do caso por campanhas eleitorais.

Apesar das pressões, o presidente Edson Fachin rejeitou os pedidos e manteve a data do julgamento, avaliando que a gravidade das acusações exige uma resposta rápida e transparente por parte da instituição.

Expectativas para o Julgamento

Nos bastidores, criou-se grande expectativa sobre a possibilidade de que algum ministro apresente, logo no início dos trabalhos, um pedido para que a sessão ocorra a portas fechadas. Caso um eventual pedido de sessão reservada seja rejeitado, analistas apontam o risco de que ocorra um pedido de vista (mais tempo para análise), o que resultaria no adiamento do desfecho do caso.