Moraes mantém regras da prisão e autoriza visita de assessor de Trump a Bolsonaro
Publicado em 11/03/2026 por Rádio Nova FM
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou que o assessor do governo norte-americano Darren Beattie visite o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso e investigado por participação nos atos que resultaram na invasão das sedes dos Três Poderes em 2023. A decisão foi tomada na noite de terça-feira (10/03).
Apesar da autorização, Moraes deixou claro que o encontro deverá obedecer às normas já estabelecidas pela administração penitenciária. A defesa de Bolsonaro havia solicitado que a visita ocorresse excepcionalmente na segunda-feira (16) ou terça-feira (17), período em que Beattie estará no Brasil em agenda oficial. O pedido, porém, foi parcialmente negado.
Na decisão, o ministro afirmou que não existe base legal para alterar o calendário de visitas do presídio. Segundo ele, a organização e a segurança do local exigem que os visitantes sigam as regras vigentes, e não o contrário.
Com isso, qualquer encontro com o ex-presidente só poderá ocorrer nos dias já previstos: quartas-feiras e sábados. O acesso é permitido a até dois visitantes simultaneamente, em horários específicos das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h e pelo menos um deles deve ser maior de 18 anos.
Darren Beattie é aliado do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e atualmente atua no Departamento de Estado norte-americano em temas relacionados ao Brasil. No pedido enviado ao Supremo, a defesa de Bolsonaro também solicitou autorização para a entrada de um tradutor durante a visita.
A decisão reforça a posição do STF de manter o cumprimento rigoroso das regras do sistema prisional, mesmo em casos envolvendo figuras políticas de destaque. Para Moraes, eventuais visitas institucionais ou internacionais devem se adequar às normas administrativas do presídio.
Bolsonaro responde a processos ligados aos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023 no Brasil, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do próprio Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Embora não estivesse presente nos ataques, a investigação aponta que o ex-presidente teria incentivado movimentos que contestavam o resultado eleitoral.
