Desemprego sobe para 6,1% em março, mas segue no menor nível histórico para o período
Publicado em 30/04/2026 por Rádio Nova FM
O mercado de trabalho brasileiro apresentou uma oscilação no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE, a taxa de desocupação subiu para 6,1% no trimestre encerrado em março. O contingente de pessoas sem ocupação no país agora soma 6,6 milhões.
Apesar da alta sazonal, há um ponto positivo: este é o menor índice para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica, em 2012.
O Saldo de Vagas: Perdas e Retenção
O relatório aponta uma redução de 0,7% na população ocupada, o que representa cerca de 1 milhão de postos de trabalho a menos em comparação ao trimestre anterior. No entanto, o fluxo do mercado permanece ativo, com mais de 1,5 milhão de brasileiros conquistando novas colocações no mesmo intervalo.
Os setores que mais puxaram a queda foram:
Comércio e Reparação de Veículos
Administração Pública
Serviços Domésticos
Somados, esses três grupos foram responsáveis pela perda de 870 mil postos. Um dado alarmante do relatório é que nenhum dos dez grupamentos de atividade analisados registrou aumento no número de ocupados durante o período.
Renda em Alta: O Contraste do Mercado
Curiosamente, enquanto o volume de vagas encolheu, o bolso de quem está empregado apresentou melhora. A massa de rendimento real habitual atingiu R$ 371,1 bilhões, um crescimento de 2% em relação ao ano anterior.
| Indicador de Renda | Valor / Variação |
| Média Salarial (Formal) | R$ 3.679,00 |
| Alta no Comércio/Reparação | + 4,1% |
| Alta em Serviços Públicos/Sociais | + 2,9% |
Este cenário sugere uma dinâmica de retenção: as empresas estão contratando menos, mas elevando a remuneração média dos trabalhadores ativos.
Radiografia da Pesquisa
A PNAD Contínua é um dos levantamentos mais detalhados do país, contando com o esforço de dois mil entrevistadores do IBGE.
Abrangência: 211 mil domicílios visitados.
Localidades: 3,5 mil municípios brasileiros.
Estrutura: Operação coordenada por mais de 500 agências nacionais.
Análise: O aumento da desocupação no início do ano é um movimento comum no ciclo econômico brasileiro, mas o recorde de baixa para o período e o aumento real da renda indicam uma resiliência estrutural no mercado de trabalho.
