Denunciado por agredir mulher por 10 anos é preso após fugir para mata com filho em Matupá
Publicado em 17/09/2026 por Rádio Nova FM
Uma década de terror e violência psicológica e física chegou ao fim na zona rural de Matupá, a cerca de 110 quilômetros da cidade. Um homem de 45 anos foi preso pelas forças de segurança após uma operação que envolveu a Polícia Militar, a Patrulha Maria da Penha e a Agência Regional de Inteligência. Ele era procurado por agredir sistematicamente a companheira, de 38 anos, na Gleba Padovani.
O resgate e a fuga cinematográfica
O caso veio à tona na última segunda-feira (14/09), quando uma denúncia anônima alertou as autoridades sobre a situação de extrema vulnerabilidade em que vivia a vítima. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a mulher com marcas evidentes de lesões. Ela finalmente encontrou coragem para aceitar ajuda e relatar que o ciclo de agressões já durava mais de dez anos.
A abordagem, no entanto, foi marcada por momentos de tensão. Percebendo a chegada da equipe e da Patrulha Maria da Penha, o suspeito conseguiu escapar para uma densa região de mata, levando consigo o filho do casal, uma criança de apenas 9 anos. As primeiras buscas na área não obtiveram sucesso, mas o cerco institucional começou a se fechar.
A operação de captura
Enquanto a Patrulha Maria da Penha acionava a rede de proteção e garantia o amparo urgente à vítima, a Justiça agiu rapidamente para expedir o mandado de prisão preventiva.
Com a ordem judicial em mãos, a Polícia Militar acionou a Agência Regional de Inteligência. Utilizando uma viatura descaracterizada para não levantar suspeitas, os agentes realizaram diligências estratégicas que se estenderam pela comunidade e por três propriedades rurais vizinhas, distantes cerca de 13 quilômetros do local do crime. O cerco funcionou, e o foragido foi localizado e capturado.
Rede de apoio e desfecho
Com o suspeito sob custódia, a Polícia Civil entrou em ação para prestar suporte direto à mulher. As equipes a auxiliaram no resgate de seus pertences pessoais na residência e na localização segura do filho do casal, que estava na escola no momento da prisão.
O agressor foi inicialmente conduzido ao quartel da Polícia Militar e, em seguida, transferido para a Delegacia de Polícia Civil, onde permanece trancado e à disposição da Justiça para responder pelos crimes cometidos ao longo de dez anos de impunidade.
Importante: Se você sofre ou conhece alguém que sofre violência doméstica, denuncie. Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar). O sigilo é garantido.
