Operação Fracta mira facção criminosa envolvida em plano de execuções em Peixoto de Azevedo
Publicado em 28/04/2026 por Rádio Nova FM
Investigação aponta que grupo levantava dados de vítimas e repassava a “mercenários” responsáveis por homicídios
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã de terça-feira (28/04), a Operação Fracta, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa envolvida em execuções, planejamento de homicídios e disputa territorial no município de Peixoto de Azevedo e região.
As investigações, conduzidas pela Delegacia local, identificaram uma estrutura organizada dentro do grupo criminoso. Integrantes eram responsáveis por levantar informações detalhadas sobre possíveis alvos da facção rival, incluindo endereços, fotografias e dados pessoais. Além disso, o grupo também atuava na obtenção de veículos e armamentos utilizados nas ações criminosas.
Segundo a apuração, após o levantamento, as informações eram repassadas a outros membros da facção, conhecidos como “mercenários”, que ficariam encarregados de executar os homicídios.
Ao todo, estão sendo cumpridas 24 ordens judiciais, sendo 16 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, expedidos pela Justiça da comarca de Peixoto de Azevedo. As ações ocorrem em cidades de Mato Grosso, como Alto Garças e Várzea Grande, além de Rio Branco, com apoio de unidades regionais e da Polícia Civil do Acre.
Os investigados também estariam envolvidos em pelo menos duas tentativas de homicídio registradas em 2025, quando dois jovens, de 19 e 20 anos, foram baleados. As vítimas seriam integrantes de uma facção rival.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Thiago Barros, a operação busca enfraquecer a atuação da organização criminosa e restabelecer a segurança na região. “A operação representa mais um importante passo no fortalecimento da segurança pública no interior do estado, reafirmando o compromisso da instituição no combate qualificado às facções criminosas”, destacou.
O nome “Fracta”, de origem latina, significa “quebrada” e faz referência à interrupção das atividades do grupo criminoso. A denominação também está ligada a mensagens interceptadas durante a investigação, nas quais os suspeitos utilizavam a expressão “engrenagem não para” para simbolizar a continuidade das ações ilegais.
A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus, inserida no programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o estado.
Além disso, a ofensiva faz parte da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa reúne forças policiais de todo o país para uma atuação integrada e mais eficiente no combate ao crime organizado.
