Governo de MT avalia aditivo contratual para profissionais do Samu após encerramento de vínculos temporários
Publicado em 29/04/2026 por Rádio Nova FM
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), sinalizou nesta segunda-feira (28/04) uma possível solução para o impasse envolvendo os profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Durante reunião na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (ALMT), Pivetta admitiu a viabilidade de um aditivo contratual para reintegrar trabalhadores cujos contratos temporários de dois anos chegaram ao fim.
Diálogo e Reunião Decisiva
A crise teve início com o desligamento de 56 funcionários devido ao vencimento natural dos contratos. Desse total, 17 já haviam sido renovados para suprir demandas emergenciais, mas a incerteza sobre os demais gerou protestos e rumores de um possível "desmonte" do serviço.
Para pacificar a situação e buscar uma saída técnica, uma nova reunião entre o governador e os profissionais deve ser agendada para esta quinta-feira (30).
"Nós podemos fazer um aditivo, não tem nenhum problema. Nós vamos decidir isso juntos para o bem do Estado de Mato Grosso", afirmou Pivetta, sendo aplaudido pelos servidores presentes.
Integração com os Bombeiros e Eficiência de Gastos
O cenário de instabilidade ocorre no momento em que o Samu passa por um processo de integração com o Corpo de Bombeiros Militar, que já dura dez meses. Embora a gestão aponte melhorias no tempo de resposta e na cobertura da Baixada Cuiabana, o governador ressaltou que precisa entender se há "sombreamento" de funções (duplicidade de tarefas) entre as duas instituições.
Os principais pontos em análise pelo governo são:
Gestão de Recursos: Evitar o desperdício de verbas públicas com serviços redundantes.
Análise Técnica: Entender a real necessidade de pessoal em cada frente de atendimento pré-hospitalar.
Continuidade do Serviço: Garantir que a população não seja afetada pela transição de modelos de gestão.
Próximos Passos
Na reunião prevista para quinta-feira, Pivetta pretende ouvir diretamente os profissionais para mapear as carências do Samu e do Corpo de Bombeiros. O objetivo central, segundo o Executivo, é garantir um serviço "bem feito" sem comprometer o equilíbrio fiscal do Estado.
Até lá, a categoria aguarda a confirmação do aditivo que poderá garantir a permanência dos técnicos e enfermeiros no sistema de saúde pública mato-grossense.
